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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Singular



Costumo escrever muito sobre a valorização de nossos sentimentos.
Quase uma apologia ao egocentrismo, com pitadas de narcisismo...
O fato é que somente nos descobrindo, poderemos ser capaz de perceber os outros.
O amor é plural, lindo e necessário.
Mas precisamos aprender, primeiro, a conjugá-lo na primeira pessoa do singular.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Imaturo

Sempre procuro zonas de conforto: segurança, equilíbrio e estabilidade.

Acredito que assim serei feliz, pleno com meus desejos. Pés no chão.
Pura retórica!
É justamente no oposto que me sinto vivo, capaz de tudo. E vôo...
Sou eternamente infante quando se trata da minha felicidade, paixões ou amores.
Quero segurança; desejo a instabilidade da paixão.
Quero conforto; e o encontro deitado na areia com a lua.
Quero equilíbrio; e vivo na corda bamba dos sentimentos incompletos.
Nada é tão estável o quanto parece em minha realidade orgânica.
Tudo é aparentemente seguro quando vivo um sonho em conservas.
Dores acontecem em segundos eternos e físicos.
E o gozo leva horas ínfimas e voláteis.
Longe mim e tão perto do que sou e desejo.
Não cresci, não amadureci...
Continuo vivo!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ser mais mulher, por que não?



Somos bombardeados diariamente por textos que definem o que é ser mulher ou o que é ser homem.
Os primeiros evidenciam a sensibilidade evidente feminina, seus encantos, seus receios, seus sonhos e desamores.
Já aos que vem de Marte sobram a brutalidade, insegurança que é peculiar aos ditos machos, as cantadas desconexas e muitas vezes um humor idiota, quase retardado.
Muito já foi dito sobre o fascínio que as mulheres exercem sobre nós, meros súditos de tais realezas, incontáveis loucuras e noites foram lançadas em devaneios de como conquistar uma deusa... 
Tudo em vão. São elas quem nos elegem.
Somos vulneráveis aos seus encantos.
Não posso versar com propriedade sobre o que é ser mulher, mas confesso que não gostaria de sê-lo. Não, não é desmerecimento ou algum tipo de crítica, pelo contrário.
Ser mulher é algo tão difícil de imaginar para nós. O mundo feminino é mais complexo; mais recheado de detalhes coloridos; são capazes de ver e sentir tudo ao seu redor e ainda permanecerem altivas; são esposas, mães, profissionais e donas de casa e amantes... E ainda esperam um príncipe encantado montado em um cavalo branco. Sempre conscientes, gentis e delicadas.
Sem falar nas provações impostas pela natureza ou evolução dos tempos: TPM, cólicas mensais, gravidez, parto... Ufa! E nós?
Ser homem não requer muito estudo... Geralmente somos o cavalo montado em príncipes. Muito mais fácil... Somos imaturos, inseguros, não ligamos no outro dia, sem apego, não planejamos nada, sem conflitos, sem DRs, irracionais, estúpidos, quase vazios... A maioria.
Será porque não temos essa consciência?
Se pararmos para pensar sobre isso veremos que não é muito fácil ser homem... Opss, mas homens não param para pensar... Seguimos.
Na verdade, noto que é muito difícil ser humano, de fato. Somos um turbilhão de pensamentos e emoções em ebulição, queremos respostas para tudo e não queremos perguntar nada a ninguém.
Vivemos em hipocrisias continuas e diárias, alimentadas por nossa vaidade e auto-exclusão. Preferimos não nos envolver nisso ou naquilo ou com alguém. Isolamento sadio, quase um TOC.
Somos complexos demais em nossa pseudo-simplicidade, homens e mulheres, mas as mulheres...
A grande diferença que noto é que elas não querem essa condição humana. Ela é a evolução do humano. Sente, pensa, elabora, age e cuida... Zela.
Humano é vil, fraco, arrogante, mata, destrói, engana, traí, consume... Predador. Homem. E justifica seus atos nesse conceito.
A mulher questiona e tenta fazer diferente. É gentil, carinhosa e não se sente fraca por isso.
E mais, nos policiam em nossa natureza vazia, mesmo que indiretamente.

Nossas vidas seriam melhores se fossemos um pouco mais mulheres.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Caminho



Preciso de retrovisores...
Sem pressa. Lento e aos poucos...
Atento aos sabores, aromas, matizes do caminho...
Desvios? Sempre bem-vindos... Paro, descanso, curto, gozo...
Energia, melancias geladas... E sigo!
Vento no rosto, olhar vidrado, coração apertado... Feliz!
Não corro... Pra quê?
Tropeço em pedras, me esborracho no chão, piso em espinhos...
Cortes e cicatrizes... Lágrimas.
O tempo...
Levanto, retiro as pedras, limpo os espinhos.
Mais atento ao perigo? Não sei... Logo esqueço e confio no caminho.
Colho flores, medos, planto encantos e amores.
Sigo, sigo e sigo... Até onde?


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Paradoxo

Diz-se que:

Para o equilíbrio universal, forças opostas devem coexistir.

Para o bem: o mal.
Para a luz: a escuridão.
Para Deus: o diabo.
Para a alegria: a tristeza.
Para o forte: o fraco.
Para o amor: o ódio...

Logo para sermos felizes, alguém tem de ser infeliz?

Se buscamos constantemente a felicidade, estamos condenando alguém a infelicidade?

E pior: a recíproca é verdadeira.

Vamos nos matar de fato...

Até onde pode ir nosso altruísmo?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Felicidade Eterna


Felicidade eterna não existe. 
Mas podemos dar tons de eternidade a momentos especiais:

Um beijo da pessoa amada: mesmo distante, sentimos em nossos lábios seu sabor vivo e quente... É eterno.
Um abraço de corpo inteiro: daqueles que nossos corações batem no mesmo compasso... É eterno.
Um olhar de desejo: instigados olhos percorrendo cada nuance, numa sede de descoberta... É eterno.
O perfume de corpos entregues: aromas e fragrâncias que exalam de cada poro tornando-se único...  É eterno.
Ouvir “eu te amo” ao pé da orelha: som que reverbera no corpo inteiro e aquece o coração... É eterno.

Lembranças vívidas em nossos corpos.

Seja digno desses momentos.

Beije enquanto há uma boca sedenta pela sua.
Tome em seus braços o coração que bate por você.
Admire e contemple sua musa enquanto ela lhe inspira.
Esteja receptivo aos prazeres do toque.
Não perca oportunidade de dizer o que realmente sente.

É através da forma como sentimos e agimos que definimos o que é eterno.
Quem dá o tom de eternidade ao momento somos nós.

Coragem!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ego




Estou em constante conflito.
Diariamente realizo escolhas que definem o que sou.
Feliz ou infelizmente essas decisões afetam direta e indiretamente quem me cerca.
Seja o ambiente ou as pessoas com as quais me relaciono.
Escolhas banais, importantes e algumas cruéis, muito cruéis.
Mas devo me posicionar, sempre.

Sou responsável sim, mas não culpado.

Toda decisão é baseada nas minhas experiências.
Na minha visão de mundo.
Vezes pessoas me influenciam...
Assumo as conseqüências como sempre e sempre assim será.
Agir por impulso é puro egoísmo, mas é maravilhoso.
Algo somente meu, não penso em nada ou em alguém. Faço!
A sensação que sinto é única e maravilhosa... Liberdade!
Mas sempre há conseqüências...
Repercussões que invariavelmente envolvem outra pessoa.
Que pode ficar muito feliz ou magoada com meu ato desmedido .

Coisas da vida? Livre arbítrio? Maldade? Ou uma tentativa ser feliz?

E sigo pensando, agindo e sentindo... Vivendo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vazios




Em mim um vazio cheio de nada.
Nada de quase tudo que nunca tive.
Tive de entender o que desconhecia para aprender amar.
Amar alguém que não me sentia.
Sentia que o vazio de quem não me amava me preenchia.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lembranças




Depois de alguns anos percebi que amar é uma necessidade.
Algo que consome, mas alimenta... Quase vital, mortal... Clichê, piegas.
E os rompantes de paixão? Esses sim são vitais, urgentes...
Amor e paixão não são para sempre, o que se eterniza  é a lembrança desses sentimentos.
Que bom! Pois se fossem sentimentos eternos, eu ficaria dependente de alguém que não mais me quer ou me ama...
Contradições a parte... Devo sim me apaixonar e amar sempre que esses sentimentos brotarem em mim... Sem restrições ou questionamentos.
Apenas senti-los...
Pois um dia, não muito distante, serão  somente as lembranças que me manterão vivo e com esperanças.


Por que ir tão longe?




O óbvio vezes grita, clama por minha insensível atenção.
Sua percepção é uma arte...

Abusarei das cores.
Não pouparei os acordes.
Extravasarei nas formas.
Quero me deliciar nos sabores, matizes e toques.
Para que ir tão longe? 
Se o que preciso está em mim.



domingo, 9 de outubro de 2011

Aprecie




Temos todos os dias provas da existência da felicidade.
Muitas vezes não estamos atentos.
Não queremos, ou não conseguimos ver.
Note mais ao seu redor.
Olhe e veja quem e o que está ao seu lado.
Aumente sua percepção aos sons.
Aprecie as pequenas e singelas manifestações de felicidade.
Fique atento.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Insisto



Existo porque penso.
Penso que vivo.
Vivo para amar.
Amo porque insisto.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sonhe

Aos poucos o mundo ficava maior ainda...
Não havia mais brilho e nem matizes...
Não sentia mais os sabores e os dissabores...
Os sons não pulsavam mais minhas veias...
Sorrisos não mais me aqueciam...
Um dia limitaram a minha capacidade te viver... Medo.
Foi então que despertei e voltei a sonhar.
A nossa capacidade de sonhar e acreditar em nossos sonhos é o que nos move para frente.
Em busca das conquistas e vitórias diárias... Projeções e sonhos.
Não limite-se, não deixe-se limitar... Inspire-se e sonhe.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Correr?




Pra que correr tanto assim?
Se é sonhando que alcanço as estrelas...

Um início de noite de grandes possibilidades!




Inspirações

Libere-se! Curta!
Promova o sorriso.
Seja gentil.
Rege uma amizade.
Abrace seu filho.
Beije seu amor.
Apaixone-se pela vida.
Pela sua e pela dos outros.
Seja e esteja suscetível sempre.
Atento aos sabores, sons e matizes.
Instigue seus sentidos, e os sentidos alheios.
Tenha rompantes de felicidade explícita.                                                                                     E seja feliz.



Fôlego




Não se canse das surpresas.
Das revelações. Das decepções.
Não se esqueça dos sorrisos.
Das mágoas. Dos sons.
Não desista dos momentos.
Do amor. Da vida!
Abra um sorriso e viva seu dia.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sensações




Deguste um livro. Farte-se.
Beba algumas músicas. Inebrie-se.
Dance ao som de perfumes e cores... Transcenda-se.
Viaje nas vozes de pensamentos imperfeitos. Mova-se.
Grite sabores requintados e coloridos. Publique-se.
Deboche da tristeza. Projete-se.

Não acorde para sonhar... E brinque.


Abraços dissonantes.



Reavaliando minhas prioridades...


Pois é, será que sou muito exigente comigo?
Dias acordo com a sensação de não ter saído do lugar: frustração.
O dia de hoje será o mesmo de ontem... E amanhã?
Só depende de mim... Claro.
Talvez meus objetivos estejam muito distantes, ou realmente não são para mim.
Saber identificar o que é para mim é algo que devo aprimorar: discernimento.
Sim, há coisas que não são para mim de fato: reconhecer.
Não por incompetência, simplesmente por se tratar de uma ilusão...
Uma projeção do que eu gostaria de ser ou ter. Ilusões...
Discernimento, aprimoramento constante: autoconhecimento (chavão).
Meus limites, minhas prioridades, meus valores... Meus, minhas, meus...
Meus objetivos terão de ser fracionados em metas e essas em ações práticas.
Ações reais e palpáveis eu posso conquistar diariamente.
Posso me alimentar melhor, ligar para um amigo, largar um vício, ajudar alguém, arrumar minhas gavetas, sorrir, terminar meu dever de casa, organizar minhas finanças, ler e ouvir mais, correr menos, doar meu tempo... Ufa!
Realmente tenho de reavaliar minhas prioridades... Há muito ainda por fazer.
Executar pequenas ações para que possa arcar com as grandes.

Ações, metas e objetivos, um de cada vez: menos frustração, mais sucesso.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

E vou vivendo...

Cada dia eu ratifico a igualdade entre as pessoas...
Religião, raça, preferência política, orientação sexual, sexo nada nos difere.
Absolutamente nada quando se trata de sentimentos.
A mágoa, a dor, a saudade, o carinho, o amor nos tornam iguais.
Uns assumem, sentem, vivenciam...
Outros, por receio, por ignorância ou mesmo por não perceberem, imaginam-se diferentes: indiferentes.
Mas tudo é uma questão de relatividade.
Seja de tempo ou espaço.
Aquela história: no lugar certo e na hora certa.
Será?
Que adianta estar no lugar certo e na hora certa, se sou incapaz de perceber o que e/ou quem me cerca?
O contato diário com a realidade das relações e o entendimento de como se estabelecem podem ser a resposta.
E aí vem a contradição:
A introspecção é um passo nessa direção... Imersão em meus sentimentos e devaneios me confortam, mas sinto a necessidade de personificação.
Terreno perigoso... Personificar anseios sem realizar projeções e gerar expectativas em um ser que desconhece a turbulência de uma mente obtusa e um coração sedento.
A simples entrega é o caminho mais fácil... Menos dolorido no primeiro momento...
Eu disse “simples entrega”?...rs.
Como se fosse simples, vezes nem me entrego a mim mesmo...
Não posso dar a alguém a responsabilidade que é minha...

E vou vivendo...

domingo, 2 de outubro de 2011

Espera

Quem espera sempre alcança.

Será mesmo?

É inevitável, mas sempre estamos à espera de algo.
Algo que possa modificar, como num passe de mágica, nossas vidas.
Esperamos a paz.
Esperamos um abraço.
Um sorriso, um beijo.
Estamos em espera contínua do amor, da felicidade.
Esperamos uma vida inteira alguém.
E depois de tanta espera, esperamos que esse alguém mude.
É cômico se não fosse trágico, algumas vezes.
Esperas angustiam, são corrosivas e limitam.
É certo que nem tudo depende exclusivamente de nós.
Mas devemos tentar, nos mover em direção daquilo que queremos.
Devemos nos fazer notar, estar na hora certa e no lugar certo.
Não deixar nas mãos de um destino incerto aquilo que podemos e devemos modificar.

Quem espera cansa.

E alguém que você deseja pode estar a sua espera também... E aí?

Mexa-se, ouse, busque e interfira no destino.

Alcance a esperança e seja feliz hoje.

Nunca é fácil...

Um ótimo final de tarde.